Histórico

A história do Colégio Santos Anjos

1916 – os Estados do Paraná e Santa Catarina chegam a um acordo sobre suas fronteiras. Uma das cláusulas deste acordo foi a divisão das terras que deram origem a Porto União e União da Vitória, em 1917.

1917 – No dia 07 de Abril, em clima de final da Gguerra do Contestado e ainda antes da oficialização do município de Porto União, as Irmãs da Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo fundaram o Colégio Santos Anjos.  A solicitação para que fossem enviadas Irmãs para a fundação de um Colégio, partiu da própria comunidade, na pessoa de Frei Rogério Nehaus (frade franciscano, então pároco do lugar). As primeiras irmãs a chegar foram: Irmã Arnalda, que veio de Ponta Grossa (PR), Irmã Viatrix e Irmã Ambrosiana, vindas de Belo Horizonte (MG).

Frei Rogério com algumas senhoras prepararam uma casa modesta, para as irmãs se estabelecerem. O custo ficou por conta de uma coleta realizada na comunidade, que juntou a soma de 432,000 mil réis. Surgia assim, no Alto da Glória, em 1917, o Colégio Santos Anjos, com o nome de Instituto de Educação “Santos Anjos”, mantendo somente o curso primário.

No mesmo dia da chegada das irmãs, o Bispo de Curitiba, Dom João Braga, a cuja diocese pertencia Porto União, mandou sua benção Episcopal para a nova fundação.

1917 – No dia 15 de abril, houve a benção do pequeno Colégio e no dia seguinte, 16 de abril, iniciaram-se as aulas, com uma missa festiva, em homenagem aos Santos Anjos, que iria denominar o educandário, com a presença de 32 alunas. Ao final do dia já contava com mais 6 alunas, totalizando 38.  Ao prazo de dois meses, já contava o Instituto com 80 alunas.

O número foi aumentando e a pequena casa não mais comportava os seus fins. Por esta época, visitava a Província Brasileira a Superiora Geral da Congregação, Madre Teresa.  Vendo as dificuldades das irmãs, decide-se construir um novo e mais amplo prédio, que viesse resolver os problemas de espaço e conforto necessários a  prática educativa.  Assistiu Madre Teresa, a benção da Pedra Fundamental e quis, com suas próprias mãos, lançá-la a cova e sobre ela jogar 15 pás de terra: três em honra a Santíssima Trindade, uma em honra ao Divino Espírito Santo, nove em honra dos Coros Angélicos, uma em honra a Nossa Senhora Rainha dos Anjos e a última em honra a São José, o tesoureiro, que nunca nos deixa faltar nada.

1920 – boa parte da construção já estava erguida

1921 – uma parte do prédio já podia ser ocupada

1929 – Em 22 de fevereiro foi criado o curso normal, através da lei n.º 2.257, bem como o curso intermediário, equiparado as escolas complementares do Estado. A criação do curso normal deveu-se a uma visita do então Governador do Estado de Santa Catarina, Dr. Adolfho Konder, e do Deputado Estadual Cel. Cid Gonzaga, que viram no educandário um exemplo de dedicação a causa da educação

Por muitos anos, o Colégio Santos Anjos formou professoras para se dedicarem ao difícil e nobre trabalho da educação e instrução dos jovens deste município e de tantos outros, e tantas quantas foram as fronteiras alcançadas pelas professoras que aqui se formaram.

1935 – O colégio passou a denominar-se “Ginásio Santos Anjos” com os cursos de Jardim de Infância, Normal Primário, Normal Secundário e Normal Superior Vocacional. Neste período funcionou também o internato e o juvenato para moças, mais tarde denominado de Comunidade Vocacional.

1942 –  o Senhor Elpídio Caetano da Silva, faz uma proposta à direção do “Santos Anjos”, para que se abra também ali, um ginásio para moças, quando então é encaminhada petição ao Departamento Federal da Educação, no Rio de Janeiro, solicitando autorização, visto que a autorização do Conselho Provincial da Congregação das Servas do Espírito Santo  já estava efetivado.

1943 – em janeiro, o  “Ginásio Santos Anjos” recebe parecer favorável e abre suas portas também aos meninos, no curso primário. Sendo que, já no mês de fevereiro realizaram-se os exames de admissão ao ginásio, com 29 alunas admitidas.

1944 – O Ginásio teve sua aprovação pela Portaria Ministerial nº 022, de 13 de janeiro de 1944.

1946 – realiza-se a primeira formatura, com 22 alunas.

1946 – os Cursos Secundário e Normal Superior Vocacional passaram a denominar-se Curso Normal, passando o Ginásio a denominar-se “Escola Normal Santos Anjos”, pelo Decreto nº 3663, atendendo jovens vindas dos mais longínquos cantos do estado e de fora dele. A denominação “Santos Anjos”, estendeu-se aos cursos seriados, em conformidade com o Art. 38 do Decreto Lei nº 257, de 21 de outubro daquele ano. Era, na época, uma das poucas escolas normais do estado. Por este mesmo motivo, contava com mais de 100 alunas internas. Aos poucos este número foi diminuindo.

1967 – o internato é fechado, mantendo-se somente o juvenato para vocacionadas, que eram em grande número.

1972 – a Escola Normal Santos Anjos passou a denominar-se “Colégio Santos Anjos”, denominação esta que se preserva até os nossos dias.

1973 – volta a atender alunos de ambos os sexos e agora em todas as séries.  O trabalho desenvolvido por todas as irmãs que aqui passaram, e não foram poucas que aqui vieram em missão, fundamenta-se no carisma do fundador da Congregação, o Padre Arnaldo Janssen, hoje Santo Arnaldo

Fatos da história

Os primeiros anos de trabalho não foram fáceis. Como o Colégio Santos Anjos, nascido Instituto de Educação Santos Anjos, não tinha recursos próprios, necessitava do auxilio da comunidade e dos pais que mandavam suas filhas aqui estudarem.  Muitas vezes, a contribuição vinha em forma de mantimentos, de animais, de utensílios, entre outros. As irmãs trabalhavam como podiam.    Ao longo dos anos foram se organizando, montando um sistema administrativo que permitisse ao colégio, oferecer aos seus alunos, qualidade de educação e vida, já que boa parte dos alunos moravam no colégio em regime de internato.

Na década de 50 começaram a aparecer as chamadas bolsas escolares, vindas dos governos municipais e estaduais que auxiliavam na formação de alunos carentes. As irmãs, como não podia deixar de ser, doavam também, parte do financiamento dos estudos destes alunos, sob a forma de bolsas de estudo e de descontos. Para manter o funcionamento do colégio, não foram poucas às vezes em que tiveram que contar com a intercessão divina e a generosidade da comunidade.

Podemos encontrar relatos destes fatos, narrativas cheias de gratidão, em obras de ex-alunas do educandário, hoje pessoas de sucesso pessoal e profissional.

Instalações Físicas

O Colégio conta, além das salas de aula, com laboratórios de ciências, química, física e biologia, sala de informática com  multimídia e Internet, biblioteca, auditório,  ginásio de esportes, quadra coberta, pátio amplo, sala de artes, museu, parque infantil de inverno e verão, prédio próprio para Educação Infantil, entre tantos espaços privilegiados. Oferece a comunidade, do Maternal ao Terceirão, obtendo excelentes índices de aprovação nos vestibulares.

Motivo de orgulho para o Colégio e para o Município é a Banda Marcial Santos Anjos, que paulatinamente obteve sempre os primeiros lugares em competições de porte, inclusive nacionais. Em razão destas vitórias e da elevada capacidade técnica e artística, passou a denominar-se Banda Sinfônica Santos Anjos. Com a formatura de muitos integrantes, que foram em busca da continuidade de seus estudos em outros lugares, os trabalhos da Banda estão suspensos até nova reestruturação.  Além disto, oferece a comunidade escolar, horários diversificados para prática de esportes como o Basquetebol, o Voleibol e o Futsal, Judô e Dança.

O colégio hoje

Hoje, o Colégio Santos Anjos, do alto da colina avista toda a cidade, em um prédio historicamente valoroso e que abriga em seus corredores, não só os seus alunos, irmãs, professores, funcionários, pais, mas os ecos de gerações inteiras que por aqui passaram. Os sons de riso, música, canto, ciência, religiosidade, parecem impregnar as suas paredes, as salas, os corredores, como se os anos não tivessem passado. Mas, passaram e a cada novo aniversário, de uma história vitoriosa, mais vitoriosos se sentem os portunienses e uniaovitorienses  por contar com o valoroso trabalho de tantas e tantas gerações de irmãs e professores que aqui dedicaram, entre salas de aulas e tantas crianças e jovens, a sua vida.  Se o orgulho perpassa nossas vidas, mais orgulhosos se sentem aqueles que ostentam em seus currículos o nome “Colégio Santos Anjos” , pois este é um nome em que a tradição, o carinho e a educação são a marca registrada.

 

Cronologia das diretoras do Colégio Santos Anjos:

– 1917 a 1931 – Irmã Viatrix, Irmã Ambrosiana, Irmã Arnalda (fundadoras)

– 1931 a 1937 – Irmã Geralda

– 1938 a 1939 – Irmã Chlodesindis

– 1940 a 1941 – Irmã Iria

– 1942 – Irmã Diva Eugenia de Oliveira

– 1943 `a 1948 – Irmã Margarida ( Maria José Brandão )

– 1949 a 1950 – Irmã Águeda ( Antonieta Macedo Gontijo)

– 1951 a 1953 – Irmã Inésia Rita Neves

– 1954 a 1956 – Irmã Stanislas Emília Pinocy

– 1957 a 1959 – Irmã Zelata

– 1960 a 1965 – Irmã Lamberciana ( Anna Thisen )

– 1966 a 1971 – Irmã Stanislas Emilia Pinocy

– 1972 a 1981 – Irmã Reginfrida ( Anna Peters )

– 1982 a 1985 – Irmã Hermelinda Maria Ruschel

– 1986 a 1988 – Irmã Olmira Bernadete Dassoler

– 1989 a 1992 – Irmã Ilca Maria Hendges

– 1993 a 1995 – Irmã Eva de Lourdes Bueno

– 1996 a 1997 – Irmã Maria Cleonice ( Inez Bin )

– 1998 a 2000 – Irmã Maristela ( Hortência Roza )

– 2001 a 2002 – Irmã Isolde Linck

– 2003 a 2009 – Irmã Ilone Maria Rhoden (Susana Lúcia)

– 2010 a 2011 – Irmã Eva de Lourdes Bueno

Em junho de 2011, assumiu a Direção do Colégio a Irmã Ilaria Matte.